Querido artista, é com a melancolia construindo o seu templo em minhas entranhas, e tocando o clítoris da minha alma, num orgasmo
sinfónico da proclamação de uma nova era da liberdade tangível, e revogando a liberdade politicamente promulgada; que vo-lo
escrevo, para dizer o quão vossa música, e os versos meus, tem voado como a Fénix em quaisquer pirâmides do universo.
Tenho fobia, pelo sistema de liderança no Ministério da Cultura, que como uma mosca tsé-tsé inebria aos fazedores da cultura,
cegando-os de forma sonolenta e asna.
Tendo eu, o poder de ver o que os outros não vêem, pois adormecem, endossai-me esta carta, ao Ministério do Interior, e alvitrai-os
para que tragam balas de chumbo em vez de borracha, gás mortífero em vez do lacrimogéneo, armas pesadas em vez de ligeiras, e
estrangulem-nos duma vez por todas, como tantos Midos Macies e mineiros em Marekana estrangulados pelos seus homólogos sulafricanos,
mas, que seja depois da consumação dos nossos anseios de demolir o Ministério da cultura cuja existência só se faz sentir
na cidade de Maputo, mais especificamente nas instalações ocupadas na Av. Julius Nyerere 1780. Não existindo em Moçambique,
uma vez que suas funções se desconhecem dentro do território nacional, e, como alvíssaras ou compaixão devolvamos os seus
recursos humanos à Educação, donde nunca deviam ter saído.
Mas também, o que se pode esperar, dum individuo que só se encanta pela dinâmica da cidade de Maputo, perdendo o tempo de
liderança (Tempo em que devia planear, organizar, implementar acções, monitorar todos os problemas e necessidades da classe
artística) contemplando viaturas congestionadas e casas sobrepostas, esperando que em algum momento o tempo pare para
compreender o seu pauperismo humano? Há que admitir também, que foi errónea, a escolha feita, porque pelo menos devia se ter
consultado a classe artística, para saber se dispõe de competência para corresponder aos desafios impostos.
Analisando contabilisticamente, diríamos que falar de Sua Excia. Senhor Ministro da Cultura, como escritor é falar dum activo sem
retorno, editanto assim como não, não faz diferença na sociedade, as suas obras constituem um facto patrimonial modificativo
diminuitivo, portanto quando lidas nada aumenta na massa cinzenta, mas sim provoca-se uma diminuição da inteligência humana; E,
como Ministro é um investimento que só confere à classe artística moçambicana um prejuízo total, admoestando-se a todos os
investidores a não apostarem em títulos dessa natureza.
Advirtais também, a AEMO que não abra as portas para acolher os exonerados da cultura, porque em vez de demolirmos o seu
edifício à machadadas e pedradas, por si só pode desabar, de tantos desgostos cujo baluarte é evidenciado pela convivência eterna
com madeireiros, marceneiros, e mercenários.
Apelai aos órgãos de informação, para que convidem ao tal, para que faça o balanço do seu estudo da dinâmica da cidade de
Maputo, desde o prefácio do seu mandato até ao posfácio. E, também digais, que o imploramos a ter dó dos nossos bolbos
raquidianos, que surtam dia-pós-dia quando o vêem se destacando na imprensa, apenas para lamuriar sobre a Criminalidade
Ascendente e a morte do nosso mor Malangatana.
Digais também, que nossos olhos encontram-se deteriorados, pela maneira como as províncias sobrevivem culturalmente, a
começar pelas Casas Provinciais de Cultura, que estão fodidas até a alma, subordinando-se à Educação, que tem a autonomia
para controlar seus passos, de tal forma que, até para as mesmas irem ao Banheiro são obrigadas a elaborarem um pedido de
dispensa e aguardarem pelo despacho da Direcção Provincial da Educação e Cultura, que as anua. Portanto, para quê separar a
Educação da Cultura, criando dois ministérios para ambos, se nas províncias ainda prevalece a união das mesmas, sendo
autónoma a Educação, perante a cultura que não dispõe de representação?!
De salientar que, os artistas moçambicanos tem uma fobia, pelas reuniões que o Ministério da Cultura tem realizado no seu
mandato, com o objectivo de auto-apresentar-se em Moçambique como Ministério da Avenida Julius Nyerere na cidade de
Maputo, exibindo em nossos pódios, discursatas e projecções em power point dum Plano Estratégico, cujo teor destaca uma
ortografia expelindo dejectos fedorentos sobre a língua portuguesa, e tendo como prioridade, a promoção do desgaste funcional
da mente artística. Contudo, sem mais circunlóquios é de comunicar peremptoriamente, que o mundo não demanda inoperantes,
só precisa de gente com penúria material, mas talentosa, trabalhadora, humilde, e honesta como nós.
Que seja consumada a chacina de vândalos como nós, porém que seja em concomitante com a demolição dum Ministério da
Cultura cuja liderança só tem aplicação no território de Maputo!
Moçambique, aos 30 de Março de 2013
Assinado por um Artista Moçambicano Qualquer
Vivendo e Fazendo Viver a Cultura
segunda-feira, 12 de agosto de 2013
CARTA A UM ARTISTA MOÇAMBICANO QUALQUER A ENDOSSAR AO MINISTÉRIO DO INTERIOR
Posted on 11:15:00 AM by Grupo Cultural Xitende
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